Segundo o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, responsável pelos cuidados do ex-presidente, as dores no ombro já eram um problema antes da última alta médica, ocorrida em 27 de março. Na avaliação médica mais recente, realizada um dia antes do envio dos relatórios ao STF, foram realizados exames complementares que confirmaram a necessidade de intervenções cirúrgicas. A situação clínica de Bolsonaro não se resume apenas à dor; ele também apresenta limitação nos movimentos do braço, conseguindo elevar o membro apenas até 90 graus, além de notar uma significativa perda de força no ombro afetado.
Em um contexto mais amplo, a avaliação do fisioterapeuta indica que Bolsonaro se encontra em uma fase pré-operatória crítica, com níveis de dor que dificultam não apenas seu bem-estar, mas também a continuidade dos exercícios fisioterapêuticos essenciais para sua recuperação. O relatório médico ressalta uma assimetria postural, observando que o ombro direito do ex-presidente está em uma posição inferior em relação ao esquerdo, o que pode impactar ainda mais sua qualidade de vida.
A solicitação para a cirurgia foi incluída como parte do primeiro relatório médico periódico, que é uma exigência legal em decorrência da prisão domiciliar humanitária que foi concedida a Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes. Essa condição de detenção, que foi estabelecida em um contexto sensível, levanta questões não apenas sobre a saúde do ex-presidente, mas também sobre o gerenciamento das suas obrigações legais enquanto enfrenta desafios médicos significativos. A situação continua a ser acompanhada de perto tanto pela comunidade médica quanto pelo público em geral.





