De acordo com a endocrinologista Wanessa Stival, da clínica Clínica Hewa, em Brasília, o procedimento para inserção do chip hormonal é minimamente invasivo e feito com anestesia local. Os pequenos comprimidos são inseridos na região dos flancos por um trocater, liberando a testosterona gradualmente. Os efeitos são perceptíveis entre 7 e 15 dias, com estabilização após quatro semanas. A duração do chip varia de quatro a seis meses, podendo chegar a um ano em alguns casos, sendo fundamental um acompanhamento médico regular para avaliar os sintomas e melhorias no paciente.
No entanto, é importante considerar os riscos e benefícios do uso do chip hormonal. Homens acima dos 40 anos com sintomas como fadiga, perda de massa muscular e disfunção sexual costumam recorrer a este tipo de tratamento. Os benefícios incluem aumento de disposição, libido, função sexual, massa muscular, óssea e auxílio no controle da glicemia. Por outro lado, há riscos como alterações no colesterol, acne, queda de cabelo, aumento da concentração do sangue, piora da apneia do sono e alterações de humor.
É importante ressaltar que o uso indiscriminado de implantes hormonais pode trazer problemas graves, como infertilidade, doenças cardiovasculares e danos ao fígado. Pacientes com câncer de próstata ou mama não tratados, doenças cardiovasculares graves e problemas de coagulação não devem utilizar o chip. O acompanhamento médico é essencial para evitar efeitos colaterais sérios, como infertilidade e problemas cardiovasculares.
Em resumo, o chip hormonal pode ser uma opção para melhorar a qualidade de vida sexual de homens com determinados sintomas, mas é imprescindível que o uso seja feito com orientação médica adequada para evitar complicações futuras. É importante sempre ponderar os prós e contras com um profissional da saúde antes de optar por este tipo de tratamento.







