As informações foram prestadas por Mauro Cid durante um depoimento ao ministro do STF Alexandre de Moraes, em março de 2024. Segundo o ex-ajudante de ordens, Bolsonaro mantinha a esperança de que surgisse uma “prova cabal” de fraude nas urnas até o último momento. Cid também afirmou que o ex-presidente pressionava o ministro da Defesa a mudar o conteúdo do relatório das Forças Armadas para incluir a denúncia de fraudes.
O depoimento de Mauro Cid levantou questionamentos sobre a interferência de Bolsonaro no trabalho das instituições responsáveis pela segurança e transparência das eleições. Segundo o ex-ajudante, o ex-presidente teria pressionado o general Paulo Sérgio para reformular o relatório e incluir a acusação de fraudes nas urnas, mesmo diante da falta de evidências concretas.
A revelação de Mauro Cid trouxe à tona uma série de questionamentos sobre a conduta de Jair Bolsonaro durante o seu mandato e levantou preocupações sobre possíveis tentativas de desestabilizar a democracia no país. O depoimento foi considerado como mais um capítulo de uma série de polêmicas envolvendo o ex-presidente e suas supostas ações para contestar os resultados eleitorais.
Diante das revelações de Mauro Cid, o STF deve seguir investigando as denúncias e apurar possíveis irregularidades cometidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A pressão sobre as instituições democráticas e a tentativa de minar a confiança nas urnas eletrônicas são temas que continuam despertando preocupações na sociedade brasileira.
