Uma das Aijes, apresentada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), alega que Bolsonaro e seu vice, Walter Braga Neto, utilizaram as dependências do Palácio da Alvorada e do Palácio do Planalto para expor propostas eleitorais. Durante as transmissões de lives pelo YouTube, teriam sido exibidos materiais de campanha e pedido de votos. O partido argumenta que houve abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Outra ação, também movida pelo PDT, pede a inelegibilidade de Bolsonaro e de Braga Neto pelos mesmos motivos. O partido afirma que ocorreram irregularidades através do uso de espaço e dinheiro público para promover a campanha dos então candidatos. É citada uma live ocorrida em agosto de 2022, na qual o ex-presidente pediu votos para si e para seus aliados, mostrando o “santinho” de cada um deles.
Na terceira Aije, proposta pela coligação Brasil da Esperança e pela Federação PSOL-Rede, o foco é a realização de duas entrevistas coletivas concedidas por Bolsonaro nas dependências do Palácio do Planalto para anunciar seus novos aliados políticos. Alega-se que o então candidato recebeu diversos artistas no Palácio da Alvorada para realizar propaganda em favor de sua campanha, utilizando o aparato mobiliário do prédio público e se valendo de sua condição de presidente para ganhar apoios, desvirtuando a finalidade do bem público.
Na semana passada, o procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, defendeu a rejeição das três Aijes, que agora aguardam julgamento pelo relator, o ministro Benedito Gonçalves. Vale lembrar que Bolsonaro já foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral por oito anos devido a um processo por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, quando fez ataques infundados ao sistema eleitoral em uma reunião com embaixadores.
Além dessas três Aijes em julgamento, Bolsonaro ainda é alvo de outras 15 ações na Corte Eleitoral. Em caso de nova decretação de inelegibilidade, os prazos não seriam somados.





