Bolsonaro pede anistia a Lula e Moraes em troca de pacificação do país: “Alguém tem que ceder”, afirma ex-presidente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro vem causando polêmica ao solicitar anistia para os envolvidos no episódio do 8 de janeiro. A Polícia Federal o indiciou por abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado e organização criminosa, mas ele alega que a concessão de perdão aos golpistas poderia trazer a tão necessária pacificação ao Brasil.

Em um apelo direcionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, Bolsonaro pediu uma reconsideração a fim de zerar o jogo e buscar a reconciliação nacional. Ele comparou a situação atual com a Lei da Anistia de 1979, que marcou o fim da ditadura militar no país.

O ex-presidente insistiu que a responsabilidade pela pacificação está nas mãos de Moraes, enfatizando a importância de uma ação conjunta para superar as divergências e conflitos políticos. Além disso, Bolsonaro fez um apelo aos demais ministros do STF, destacando a necessidade de repensar a situação e buscar soluções que promovam a harmonia e o entendimento.

Em relação ao relatório da PF sobre o inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado em 2022, Bolsonaro classificou o documento como uma “peça de ficção” e questionou a viabilidade de um golpe liderado por ele e outros membros do governo.

O ex-presidente também destacou a importância da imunidade parlamentar e mencionou a postura do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em relação ao indiciamento de um deputado federal. Ele expressou preocupação com as ameaças que vem enfrentando e comparou sua situação com a de perseguidos políticos em outros países da América Latina.

Em meio a essas declarações controversas, Bolsonaro busca abrir o diálogo e encontrar uma saída para a crise política que assola o país, apostando na anistia como um possível caminho para a paz e estabilidade no Brasil. A repercussão dessas declarações, no entanto, permanece incerta diante das tensões e polarizações que ainda persistem na sociedade brasileira.

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