Durante a CPI do 8 de janeiro, a comissão solicitou as imagens de câmeras de segurança internas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma solicitação que não foi atendida pelo ministro Flávio Dino, alegando que as imagens haviam sido apagadas devido à falta de previsão de armazenamento por longos períodos no contrato com a empresa de segurança responsável pelas filmagens. Esta postura gerou críticas e levou a um embate entre o ex-presidente e o ministro.
A procuradora Marília Soares Ferreira Iftim, em comunicação oficial divulgada no Diário Oficial do MPF, afirmou que as imagens e vídeos veiculados em redes sociais sobre o incidente envolvendo a baleia revelaram a presença de uma pessoa em uma moto náutica que se aproximou a cerca de 15 metros do animal, o que pode ajudar a identificar a pessoa responsável, possivelmente o ex-presidente Bolsonaro. Diante disso, a procuradora afirmou a necessidade de esclarecimentos e elucidação dos fatos.
Vale ressaltar que o episódio ocorrido com a baleia jubarte não é o primeiro na região. Em agosto deste ano, um vereador foi multado em R$ 2,5 mil pelo Ibama por ‘molestar intencionalmente’ uma baleia jubarte na mesma região. Segundo a legislação ambiental brasileira, é vedado a embarcações aproximarem-se de baleias com motor ligado a menos de 100 metros de distância, o que caracteriza uma infração administrativa contra o meio ambiente.
Com a repercussão do caso, a cena envolvendo a baleia e o ex-presidente Jair Bolsonaro ganha destaque e se torna motivo de investigação por parte do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, alimentando assim a polêmica que cerca a figura do ex-mandatário e gerando debates sobre a preservação ambiental e as condutas dos agentes políticos em relação à proteção da fauna marinha.
