Bolsonaro insiste na narrativa da facada para desviar atenção de indiciamento pela PF em crimes contra a democracia.

Em meio a polêmicas e acusações, o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados recorrem mais uma vez à facada que sofreu em 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Desde então, o incidente tem sido utilizado como artifício para angariar simpatia, votos e desviar o foco de problemas e acusações.

Durante a campanha eleitoral de 2018, a facada foi um divisor de águas para Bolsonaro, que teve uma cobertura jornalística sem precedentes e conquistou milhões de votos. A partir de então, o presidente usou sua condição de vítima para manter-se em evidência e calar as críticas, inclusive exibindo a cicatriz em programas de televisão.

Agora, diante de um novo cenário de investigações e indiciamentos, Bolsonaro e sua defesa se veem sem respostas convincentes. O recente indiciamento pela Polícia Federal em crimes de tentativa de abolição da democracia e golpe de Estado coloca o presidente em uma situação delicada.

Diante da falta de argumentos sólidos para se defender, a estratégia de recorrer mais uma vez à facada é utilizada pelo próprio presidente e por seus aliados, como seu filho Eduardo Bolsonaro. Em uma postagem nas redes sociais, Eduardo faz referência à tentativa de assassinato de seu pai, confrontando a situação com a suposta tentativa de envenenamento de Lula.

Enquanto isso, o cenário político se complexifica com questionamentos sobre a suposta tentativa de golpe, a participação dos militares e a manutenção da democracia. A saga de Bolsonaro como “bucha de canhão” dos militares mostra a fragilidade política do presidente e a dificuldade de se esquivar das acusações.

Em meio a um cenário de incertezas e disputas políticas, a narrativa da facada ressurge como um recurso desgastado e pouco convincente diante das acusações que pairam sobre o presidente. Resta saber como Bolsonaro e seus aliados irão lidar com as consequências de suas ações e o desgaste de uma estratégia que parece cada vez mais enfraquecida diante dos desafios políticos atuais.

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