Bolsonaro deve receber alta na sexta-feira e seguirá em prisão domiciliar por 90 dias, após tratamento para pneumonia e reavaliação médica posterior.

Em meio a um quadro de saúde delicado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra internado devido a uma pneumonia, recebeu notícias positivas quanto a sua recuperação. O médico Brasil Ramos Caiado, integrante da equipe médica que acompanha o ex-mandatário, divulgou informações que indicam uma “melhoria significativa” no estado de saúde de Bolsonaro. Com a expectativa de alta médica programada para a próxima sexta-feira, o ex-presidente continuará sendo tratado com antibióticos até a quinta-feira, quando se espera que a infecção esteja sob controle.

Esse anúncio de melhora acontece em um contexto em que a liberdade de Bolsonaro está em pauta. Na véspera, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um alvará de soltura que permite ao ex-presidente cumprir pena em prisão domiciliar por um período de 90 dias. A decisão foi tomada com base em um pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro, que solicitavam a mudança devido à internação causada pela pneumonia. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente a essa solicitação.

Moraes justificou a concessão da prisão domiciliar almejando proporcionar um ambiente mais adequado para a recuperação do ex-chefe do Executivo. Ele ressaltou que, em razão da idade e do histórico de saúde de Bolsonaro, o tratamento domiciliar é mais indicado neste momento. Segundo o boletim médico, o ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia aspirativa e, apesar de estar em estado geral estável, ainda requer monitoramento clínico e tratamento por um período adicional de até duas semanas.

Em sua decisão, Moraes estabeleceu a gratuidade de visitas e interações em um ambiente controlado, visando proteger a saúde do ex-presidente. Cada visita será monitorada rigorosamente, e o uso de dispositivos digitais será restrito, restringindo assim a comunicação externa. O ministro enfatizou que essa medida temporária foi decidida como forma de garantir a completa recuperação de Bolsonaro, com reavaliação programada após o término do período estipulado.

A defesa do ex-presidente também se manifestou sobre a decisão, argumentando que a medida restabelece a jurisprudência do STF e que as condições exigidas para a saúde de Bolsonaro demandam um acompanhamento próximo que não seria viável em um ambiente prisional. Desde sua prisão em novembro do ano passado, a saúde do ex-presidente vinha sendo alvo de atenção especial, com diversas solicitações de regime domiciliar sendo apresentadas e negadas até o momento, até o recente diagnóstico que levou à hospitalização.

A expectativa agora gira em torno da recuperação de Bolsonaro, que, se ocorrer conforme esperado, poderá retornar a uma nova fase de sua vida política em breve, ainda que sob restrições e com a saúde fragilizada.

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