Lula da Silva, por sua vez, não estará presente na posse de Milei. Ele confirmou que enviará o chanceler Mauro Vieira em seu lugar. Isso abre espaço para a presença de Bolsonaro e sua comitiva, que desembarcaram em Buenos Aires na última quinta-feira, 7, causando alvoroço nas ruas da cidade.
Bolsonaro foi um dos primeiros convidados por Milei quando o mesmo foi eleito, em 19 de novembro. Enquanto isso, Lula da Silva não foi convidado imediatamente e, posteriormente, indicou que não participaria do evento.
Para amenizar o mal-estar gerado, Milei enviou sua futura chanceler, Diana Mondino, para se reunir com Mauro Vieira e entregar uma carta de Milei para Lula, convidando-o para a posse. Apesar disso, Lula confirmou recentemente sua ausência no evento.
De acordo com a imprensa argentina, Bolsonaro deve participar das duas cerimônias de posse do novo presidente: no Congresso e na Casa Rosada. Sua presença em Buenos Aires foi marcada por grande expectativa, especialmente entre os turistas brasileiros na famosa rua Florida.
Além de Bolsonaro, também chegaram a Buenos Aires seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e o senador Flavio Bolsonaro, entre outros membros de sua comitiva. O encontro entre Bolsonaro e Milei foi marcado por conversas sobre a situação econômica da Argentina, para a qual Milei busca soluções urgentes.
A presença de Bolsonaro na posse de Milei também tem gerado reflexões sobre as relações entre o governo brasileiro e o ex-presidente Lula, assim como dentro da direita brasileira. A ausência de Lula e a presença de Bolsonaro sinalizam mudanças nas dinâmicas internacionais de poder na América Latina.
Além disso, a lista de convidados para a posse de Milei é diversa e inclui lideranças de vários países, com confirmações e ausências que têm chamado atenção. A presença de líderes de outros países, como os Estados Unidos e a Europa, também é um reflexo do impacto que a posse de Milei terá além das fronteiras argentinas.
A cerimônia de posse de Milei também promete ser diferenciada, com um formato semelhante ao das cerimônias presidenciais americanas, incluindo um discurso em frente ao Congresso Nacional e atos na residência oficial do presidente da Argentina.
Dessa forma, a posse de Milei marca um momento de transição política na Argentina e na América Latina, com reflexos que vão além das questões internas do país e influenciam as dinâmicas de poder regionais e internacionais.





