Bolsonaro critica ONU, divulga mentiras e usa discurso na Assembleia Geral como palanque eleitoral em encontro anual.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido por suas críticas à globalização e aos acordos bilaterais, marcou presença no principal encontro anual da ONU, em Nova York. No entanto, sua participação foi controversa e marcada por discursos polêmicos e uso da Assembleia Geral como palanque eleitoral no ano passado.

Em 2019, no primeiro ano de seu governo, Bolsonaro afirmou que estava na ONU para apresentar um novo Brasil, que segundo ele, estaria à beira do socialismo. No entanto, o que mais chamou a atenção foi sua postura negacionista em relação à questão ambiental. Ele declarou que era uma falácia afirmar que a Amazônia é patrimônio da Humanidade e que a floresta seria o pulmão do mundo, contrariando o consenso global e ignorando a importância da preservação do meio ambiente.

No ano seguinte, devido à pandemia, a Assembleia Geral da ONU aconteceu de forma virtual. Bolsonaro voltou a propagar desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal, alegando que a floresta amazônica só pega fogo nas bordas e que os responsáveis pelas queimadas seriam indígenas e caboclos, sem apresentar provas.

Em 2021, em sua terceira participação no evento, Bolsonaro fez um discurso radical e repleto de mentiras. Ele defendeu o tratamento precoce contra a Covid-19, mesmo que sua ineficácia tenha sido comprovada, e criticou o passaporte sanitário. Além disso, ele distorceu dados sobre o desmatamento, que aumentou durante seu governo, e fez alegações infundadas sobre o enfrentamento da pandemia.

No ano passado, às vésperas das eleições, Bolsonaro aproveitou sua participação na Assembleia Geral da ONU para utilizar o evento como palanque eleitoral. Ele atacou seu então oponente, Luiz Inácio Lula da Silva, relembrando escândalos de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores. No entanto, sua viagem foi marcada por projeções contra o político em monumentos turísticos e grandes prédios de Nova York, criticando sua atuação ambiental.

Apesar de sua presença constante na ONU, as declarações de Bolsonaro têm sido duramente criticadas tanto nacional quanto internacionalmente. Sua postura negacionista em relação ao meio ambiente, à pandemia e a outros temas importantes tem gerado preocupação e questionamentos sobre sua capacidade de liderança e compromisso com a verdade. Resta esperar como será a participação do próximo presidente brasileiro nas futuras edições da Assembleia Geral da ONU.

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