Bolsonaro critica Lei da Ficha Limpa e denuncia perseguição política contra a direita em entrevista polêmica.

O ex-presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas à Lei da Ficha Limpa em uma declaração polêmica nesta sexta-feira (7/2). Em meio à pressão de apoiadores no Congresso para diminuir o tempo de inelegibilidade para concorrer em eleições, o ex-mandatário não poupou críticas à legislação em vigor.

Segundo Bolsonaro, a Lei da Ficha Limpa é utilizada de forma seletiva para perseguir políticos de direita. Ele citou o caso da ex-presidente Dilma Rousseff, que mesmo sendo afastada do cargo, conseguiu manter seus direitos políticos, enquanto ele, que foi considerado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi impedido de concorrer por suposto abuso de poder político ao reunir embaixadores para discursar contra as urnas eletrônicas em 2022.

O ex-presidente também questionou a situação do presidente Lula, que conseguiu concorrer à eleição logo após deixar a prisão em 2021, enquanto políticos de direita enfrentam uma trilha de obstáculos para manter sua elegibilidade. Ele destacou o caso de Luciano Hang, empresário tornado inelegível até 2030 por abuso de poder econômico, mesmo nunca tendo disputado eleições.

Para Bolsonaro, a Lei da Ficha Limpa precisa passar por mudanças urgentes para evitar injustiças e garantir um tratamento igualitário a todos os envolvidos na política brasileira. Ele argumentou que as disposições atuais da lei são utilizadas de forma seletiva para perseguir determinados grupos políticos, enquanto outros parecem se beneficiar de brechas na legislação. A pressão de bolsonaristas no Congresso para reduzir o período de inelegibilidade pode ser um reflexo desse descontentamento e da busca por justiça dentro do sistema político do país.

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