O projeto de lei foi apresentado pelo Deputado Bibo Nunes, do partido PL-RS, e prevê que o prazo de inelegibilidade comece a contar a partir da eleição que gerou a punição. Dessa forma, Bolsonaro estaria livre para se candidatar em 2026, caso a mudança seja aprovada.
A estratégia do presidente é conquistar o apoio de outros partidos para conseguir aprovar a alteração na lei. A inelegibilidade afeta políticos de diversas matrizes partidárias e, por isso, a iniciativa tem potencial para ganhar adesão de diversos parlamentares. Até o momento, o projeto conta com a assinatura de 73 deputados, a maioria do PL, mas também do MDB, Patriota, PP, PSD e Republicanos, este último partido comandado pelo recente presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Essa movimentação política mostra como a Lei da Ficha Limpa é um tema sensível e que pode impactar diretamente os rumos das eleições futuras. A possibilidade de alteração levanta debates sobre ética, transparência e a capacidade de representação dos políticos perante a sociedade. Resta aguardar os desdobramentos dessa articulação de Bolsonaro e seus aliados no Congresso.
