Entretanto, vale ressaltar que Bolsonaro ainda enfrenta uma inelegibilidade que o impede de concorrer a cargos eletivos até 2030, devido a duas condenações por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Um dos episódios que levaram a essas condenações ocorreu durante uma reunião com embaixadores estrangeiros em 2022, e o outro foi registrado em 7 de setembro do mesmo ano, quando o ex-presidente utilizou um evento oficial para promover sua candidatura.
Em sua defesa, Bolsonaro questionou as razões de sua inelegibilidade, alegando que não cometeu abuso de poder econômico ao participar de eventos ao lado de líderes religiosos, como o pastor Malafaia. Para ele, sua situação se deve a perseguição política e afirmou que, caso não seja liberado para concorrer, deixará de acreditar no país.
Com um cenário político cada vez mais incerto e polarizado, as declarações de Bolsonaro e sua intenção de se manter relevante no cenário eleitoral para as próximas eleições presidenciais colocam em evidência a divisão e a tensão presentes na política brasileira. Resta aguardar os desdobramentos e as possíveis reviravoltas que ainda podem ocorrer até 2026.






