Durante sua participação na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), realizada por videoconferência no último sábado, dia 23, Bolsonaro afirmou: “Se Deus quiser, vamos resolver a questão do Ceará. Temos alguns outros problemas por aí, vão pintar alguns problemas em São Paulo, a gente vai resolver isso tudo”.
Em São Paulo, o PL abandonou o deputado Ricardo Salles e busca uma aliança com Ricardo Nunes para a disputa pela prefeitura no próximo ano. No entanto, a base bolsonarista está desconfiada dessa parceria e Nunes tem um relacionamento oscilante com o ex-presidente.
No dia 5 deste mês, Nunes afirmou em uma palestra que não tinha proximidade nem com Bolsonaro, nem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas, no dia 15, o prefeito visitou Bolsonaro no Hospital Vila Nova Star, onde ele se recuperava de duas cirurgias. Nunes tem demonstrado seu interesse em contar com o apoio de Bolsonaro para sua reeleição.
No estado do Ceará, mencionado por Bolsonaro durante o evento, espera-se que o ex-presidente tome uma decisão sobre o candidato a prefeito de Fortaleza. O grupo político do PL local está debatendo as pré-candidaturas de André Fernandes e Carmelo Neto, ambos do PL, além de outros nomes. Paralelamente, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União), antigo aliado de Bolsonaro, também se coloca como candidato. Bolsonaro é apontado como a figura decisiva na escolha do candidato do PL para a eleição municipal.
Durante a CPAC, Bolsonaro falou sobre a união da direita. Segundo ele, “a direita sempre esteve unida” e o que falta é um rumo claro. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também estava presente no evento, defendeu essa união, afirmando que a direita precisa trabalhar junto para eleger bons vereadores e prefeitos nas eleições municipais de 2022.
Não se falou explicitamente sobre Zema, mas Fábio Wajngarten, assessor de Bolsonaro, criticou a proposta de união da direita. Em sua conta no antigo Twitter, Wajngarten afirmou que quem defende essa ideia não faz nada pela “tal ‘direita'”.
Além de Zema, outros governadores como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná) são apontados como pré-candidatos à Presidência em 2026. Esses nomes são cotados para disputar a sucessão de Bolsonaro, que se tornou inelegível de acordo com decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
É necessário destacar que esse texto foi produzido com base nas informações fornecidas e não foram citadas fontes específicas.





