Após passar um ano foragido na Argentina, Santos foi detido em Cascavel (PR). Durante a audiência de custódia, o bolsonarista alegou ter sido agredido pelos policiais, afirmando que foi enganado quando estes se fizeram passar por funcionários dos Correios ao baterem em sua porta.
O réu foi um dos primeiros a serem condenados pelo STF por atos extremistas. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Santos deixou material genético no local do crime, o que comprovaria sua participação nos eventos. Além disso, foram encontradas fotos e vídeos da destruição em seu celular.
Durante seu depoimento, Santos admitiu ter viajado para Brasília em um ônibus alugado com mais de 60 pessoas, alegando que buscava um “Brasil melhor” e se considerava um “defensor das escrituras sagradas”.
O governo brasileiro também está em busca de repatriar os demais bolsonaristas que fugiram para a Argentina após os eventos de 8 de janeiro. Um deles, Oswaldo Eustáquio, encontra-se na Espanha. O ministro Alexandre de Moraes já solicitou a extradição dos fugitivos, porém o processo é complexo e ainda não há previsão para a prisão e transferência dos acusados de volta ao Brasil.
A prisão de Moacir José do Santos representa um avanço nas investigações sobre o ataque aos Três Poderes e reforça o compromisso das autoridades em responsabilizar os envolvidos nesses atos ilegais.
