Bolívia Troca Câmbio Fixo por Dólar com Cotação de Mercado em Medida para Estabilizar Economia

Bolívia Adota Novo Regime Cambial: Dólar com Cotação de Mercado

A Bolívia anunciou uma mudança significativa em sua política monetária ao abandonar o regime de câmbio fixo que vigorava desde 2011. A partir do dia 29 de junho de 2026, a nova cotação oficial do dólar americano será de 9,73 bolivianos. O governo boliviano justificou essa alteração como uma maneira de ajustar a moeda à real situação de oferta e demanda, visando à estabilidade macroeconômica, à preservação da competitividade externa e ao equilíbrio da balança de pagamentos.

Historicamente, a Bolívia havia fixado a cotação do dólar em 6,86 bolivianos para compra e 6,96 para venda. Contudo, essa taxa não refletia a realidade do mercado, onde a moeda americana já era negociada entre 9 e 10 bolivianos. A efetiva desvalorização de aproximadamente 30% da moeda boliviana é um sinal de que o governo busca fazer frente a uma grave escassez de dólares, uma questão que se agravou nos últimos anos devido à diminuição das reservas internacionais e ao crescimento do mercado paralelo.

O Banco Central desempenhará um papel crucial nessa transição, exercendo suas atribuições para assegurar uma implementação ordenada da nova política cambial. A medida já havia sido alertada pelo Ministério da Economia, que destacou a necessidade de um novo regime cambial devido à crescente disparidade entre a cotação oficial e a do mercado paralelo.

Sob a nova configuração, as cotações deverão se alinhar mais de perto com as realidades econômicas do país, possibilitando uma melhor adequação às necessidades de importação e ao fluxo de capitais. A medida, embora controversa, é vista como um passo necessário para revitalizar a economia boliviana, já desgastada por uma série de crises financeiras e déficits nas reservas monetárias.

Além da mudança cambial, espera-se que essa decisão ajude a atrair investimentos, melhorar a confiança do mercado e desestimular práticas de câmbio paralelo, que têm proliferado em meio à instabilidade econômica. O governo afirma que a nova abordagem permitirá um ajuste mais eficiente às condições do mercado, beneficiando tanto a economia quanto os cidadãos bolivianos.

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