A decisão de aumentar a produção vem após a aprovação do decreto governamental de número 5548, que permite a importação de petróleo bruto por qualquer empresa que possua infraestrutura adequada para armazenamento e distribuição. Esse movimento marca uma mudança significativa na gestão do abastecimento de combustíveis, anteriormente monopolizado pela YPFB. O presidente do país, Rodrigo Paz, busca descentralizar essa função, permitindo que o mercado privado atue na importação de combustíveis.
O vice-presidente Nacional de Operações da YPFB, Sebastián Daroca, descreveu em uma coletiva de imprensa as adequações técnicas necessárias para que as refinarias de Guillermo Elder Bell, em Santa Cruz, e Gualberto Villarroel, em Cochabamba, operem a 95% de sua capacidade. Isso é visto como fundamental para reduzir a dependência de importações e responder à demanda interna de combustíveis.
Recentemente, o governo reconheceu que muitos veículos enfrentaram problemas devido a falhas na qualidade da gasolina, levando a milhares de carros a pararem em oficinas. Em resposta a cada vez mais crescente descontentamento entre motoristas, que protestaram contra a situação, o presidente Paz se comprometeu a reembolsar os custos de reparos. Ele também acusou adversários políticos de orquestrarem um “boicote” contra sua administração.
Além disso, a nova legislação também altera a categorização do diesel, que anteriormente era classificado como uma substância controlada devido ao seu uso na produção de cocaína. Essa modificação visa facilitar o acesso ao combustível, que é crucial para setores industriais e agrícolas.
A recente dinâmica política e social na Bolívia, marcada por protestos e reivindicações populares, tem desafiado a administração de Paz, que se vê obrigada a equilibrar a reforma no setor energético com a necessidade de manter a estabilidade social. A busca por soluções eficazes e rápidas é essencial para que o governo não enfrente uma crise ainda maior na área de abastecimento energético.
