Miller, que tem 48 anos, defendeu sua inocência em uma postagem no Instagram, onde relata que a substância apreendida não lhe pertencia. Ele afirmou que um amigo que estava viajando com ele seria o responsável pela posse. Segundo o ex-atleta, a abordagem policial ocorreu devido a uma infração de trânsito, especificamente uma ultrapassagem indevida em uma rodovia local.
Em sua declaração, o antigo campeão de esqui ressaltou: “Fui parado por acelerar ao ultrapassar outro veículo. Meu amigo, que viajava comigo, portava uma pequena quantidade de maconha e um cachimbo — algo que eu não sabia. Cooperamos plenamente com o policial. Espero que as acusações sejam retiradas após a análise dos fatos.” Essa manifestação de confiança na resolução do caso ilustra um desejo de limpar seu nome frente a uma situação delicada que atraiu a atenção do público.
Conforme registros judiciais, Bode Miller foi libertado após pagar uma fiança de US$ 5 mil, equivalente a aproximadamente R$ 30 mil. Quatro dias após a detenção, ele declarou publicamente sua inocência em relação às duas acusações que lhe foram impostas, enquanto o caso segue seu curso na Justiça americana. Uma audiência preliminar está agendada para 29 de julho.
O relato da prisão de Miller provoca discussões sobre a vida e a carreira de um dos esquiadores mais vitoriosos da história dos Estados Unidos. Com seis medalhas olímpicas, incluindo a medalha de ouro em Vancouver 2010, e um total de 79 medalhas na Copa do Mundo de esqui alpino, sua trajetória esportiva é repleta de conquistas. Recentemente, ele foi homenageado ao ser incluído no Hall da Fama Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, o que intensifica o interesse público sobre as circunstâncias que envolvem sua prisão e sua defesa.
