Criado este ano como parte da estratégia do BNDES de buscar fontes alternativas de recursos, o Programa BNDES Fust tem como objetivo melhorar a conectividade em escolas públicas. Para isso, oferece financiamento a empresas de serviços de telecomunicações, como operadoras locais de internet por fibra ótica.
Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, o banco terá de R$ 3,5 bilhões a R$ 4,0 bilhões do Fust para serem aplicados em financiamentos do tipo até 2026. As condições de crédito oferecidas pela linha de crédito do BNDES são melhores do que as de mercado, uma vez que a fonte dos recursos é o Fust.
O incentivo para as empresas incluírem nas obras a conexão de escolas públicas se dá pela diferença no spread, que é a taxa de remuneração do BNDES. Se as empresas tomadoras do crédito incluem no projeto uma das três prioridades do programa (conexão de escolas públicas, conexão em favelas e conexão em cidades rurais), o spread do BNDES é de 1,0% ao ano. Caso não incluam, o spread sobe para 2,5% ao ano.
Os empréstimos aprovados contemplam a Aranet Comunicação, que investirá em 198 km de fibra, levando conexão a 14 escolas em cinco municípios do extremo norte do Tocantins, beneficiando 2,4 mil alunos. Já a Sempre Telecomunicações, uma das maiores provedoras de internet de Minas Gerais, receberá R$ 20 milhões para construir 4,5 mil novas conexões em uma rota de 337 km de fibra, conectando 26 escolas em 15 cidades e beneficiando 4,1 mil alunos.
O diretor do BNDES ressaltou que o modelo de incentivos tem sido eficaz, devido à alta demanda das empresas pela linha de financiamento. A meta do Programa BNDES Fust é levar internet a 40 mil escolas públicas mais distantes das conexões de banda larga, dentro da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que busca levar conexão a 138 mil escolas em todo o país.
As primeiras aprovações de crédito do Fust foram consideradas uma conquista pelo ministro das Comunicações, Juscelino Filho. O uso do fundo marca o início de sua utilização após 20 anos de criação. O BNDES continuará avaliando os projetos e disponibilizando recursos do Fust para ampliar a conectividade das escolas públicas brasileiras.






