BNDES Anuncia R$ 40 Bilhões em Crédito Emergencial para Apoiar Municípios Exportadores Atingidos por Tarifas dos EUA

Em um evento realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, anunciou um pacote de medidas emergenciais destinado a mitigar os impactos econômicos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A iniciativa, chamada de Plano Brasil Soberano, prevê um total de R$ 40 bilhões em créditos emergenciais, com garantias do Fundo Garantidor de Exportação (FGE) e apoio adicional de outras entidades.

Mercadante detalhou que as medidas se destinam a apoiar os municípios exportadores que estão enfrentando dificuldades devido às tarifas de até 50% aplicadas pela administração americana, que entraram em vigor no início deste mês. Dentre os participantes do evento estavam prefeitos de cidades que se destacam como grandes exportadoras, como Niterói, Campinas, e Juiz de Fora.

Durante sua fala, o presidente do BNDES mencionou que as propostas incluem quatro diferentes linhas de crédito, visando atender tanto às pequenas quanto às grandes empresas. Para aqueles que buscam capital de giro, haverá um período de carência de um ano, com um total de até seis anos para a quitação das dívidas. Para investimentos de maior porte, o prazo se estende a dois anos de carência e até sete anos para o pagamento completo.

Eduardo Paes, presidente da Frente Nacional de Prefeitos, sublinhou a diversidade das economias municipais afetadas pelas tarifas. Ele observou que enquanto cidades como Petrolina estão ligadas à exportação de produtos agrícolas, como manga e uva, Franca se destaca na indústria de manufaturados, evidenciando a variabilidade das situações econômicas.

Além disso, um estudo do BNDES aponta que as novas tarifas podem resultar em uma perda alarmante de mais de 300 mil empregos no Brasil, impactando diretamente o setor exportador. As expectativas são de que o crédito emergencial possa ajudar a recuperar parte das atividades econômicas, protegendo empregos e incentivando investimentos em setores estratégicos, que são essenciais para a recuperação econômica do país em um cenário de crescente instabilidade global.

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