BMP Demite 70 Funcionários em Reestruturação, Mas Abre 22 Vagas e Foca em Compliance e Auditoria em Meio a Crise e Investigação da PF

BMP Passa por Reestruturação e Enfrenta Desafios em Meio a Demissões e Recrutamento

A BMP, uma das principais empresas de infraestrutura tecnológica bancária do Brasil, está vivendo um momento turbulento em sua trajetória, marcado por uma significativa reestruturação organizacional. Nos últimos dias, a companhia anunciou a demissão de pelo menos 70 colaboradores, acompanhada da rescisão de contratos com diversos prestadores de serviços e empresas de software. Paradoxalmente, a empresa também está em processo de recrutamento, com 22 vagas abertas, das quais 15 são voltadas para as áreas de compliance, riscos e auditoria.

Essa movimentação está relacionada a uma reorganização interna que teve início em 2026, impulsionada pela chegada de Marcelo Schucman, que assumiu o cargo de Chief Operating Officer (COO) em janeiro. As mudanças visam implementar uma “transformação profunda” na BMP, com forte ênfase na adoção de novas tecnologias e automação, incluindo o uso de inteligência artificial. Em declarações recentes, Schucman mencionou uma preparação para um “segundo ato” na operação da empresa, embora rumores indicam que esse movimento poderia se direcionar para uma eventual venda da instituição.

No entanto, a BMP enfrenta um momento crítico, especialmente em termos de sua reputação. Em fevereiro, a Polícia Federal realizou a chamada “Operação Cliente Fantasma”, investigando a empresa por supostas falhas na identificação de clientes e por facilitar a lavagem de mais de R$ 25 bilhões. A BMP afirmou estar colaborando ativamente com as autoridades e que as questões identificadas já foram corrigidas.

Adicionalmente, a empresa lidou com o impacto de um dos maiores ataques cibernéticos da história do sistema bancário brasileiro, que ocorreu em junho de 2025, resultando no desvio de R$ 541 milhões. Esse incidente elevou ainda mais a necessidade de reforçar a segurança e a confiança na operação da BMP.

As demissões recentes, que atingiram principalmente as áreas de tecnologia e qualidade, foram justificadas pelo fato de que muitos colaboradores não apresentaram o perfil desejado para essa nova fase. A empresa, que atualmente conta com aproximadamente 500 funcionários, está revisando suas estratégias internas e buscando uma maior profissionalização na gestão.

No contexto de suas operações, a BMP foi fundada em 1999 por Carlos Eduardo Benitez, ex-jogador de basquete. Ao longo dos anos, a empresa expandiu seu portfólio e está bem posicionada na oferta de serviços para fintechs e pequenas e médias empresas, apesar de a ambição de se tornar um banco múltiplo ter sido, pelo menos temporariamente, adiada.

Diante das recentes reestruturações e de um panorama regulatório em constante mudança, a participação da BMP na Febraban Tech, um evento crucial na trajetória da empresa, está sendo avaliada para o ano de 2026. Com os desafios crescentes e a necessidade de adaptação ao novo cenário, a BMP permanece em uma trajetória de transformação que poderá definir seu futuro no mercado financeiro brasileiro. A empresa não se manifestou oficialmente sobre as demissões ou as mudanças em curso, mantendo-se em um um silêncio estratégico diante das adversidades.

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