Blatter, que ocupou a presidência da FIFA entre 1998 e 2015, mencionou em uma postagem na plataforma X que concorda com a avaliação do advogado suíço Mark Pieth. Pieth, especialista em crimes de colarinho branco e na luta contra a corrupção, expressou em uma recente entrevista que os torcedores deveriam evitar viajar aos Estados Unidos, argumentando que assistir aos jogos pela televisão seria uma alternativa mais segura. Ele ainda alertou que os fãs poderiam enfrentar riscos ao entrar no país, como deportação imediata caso não agradassem às autoridades locais.
As preocupações em torno do evento se intensificam em um cenário onde a postura agressiva de Trump, exemplificada pela intenção de comprar a Groenlândia e a implementação de restrições rigorosas a imigrantes e refugiados, suscita desconfiança e insegurança entre as comunidades futebolísticas internacionais. Oke Göttlich, um dos vice-presidentes da federação de futebol da Alemanha, também aventou a ideia de um boicote, enfatizando que este é um momento crucial para que torcedores reconsiderem suas opções.
Além disso, a decisão do governo americano de restringir a entrada de torcedores de países como Senegal e Costa do Marfim, na sequência de uma proibição de viagens, complicou ainda mais os planos de deslocamento dos fãs. As dificuldades são ampliadas para outros países, como Irã e Haiti, que igualmente se viram atingidos pelas restrições impostas pela administração Trump.
Com a Copa do Mundo programada para ocorrer entre 11 e 19 de junho, co-sediada por Estados Unidos, Canadá e México, a situação carrega implicações significativas não apenas para os torcedores, mas para a imagem do torneio e a recepção internacional da competição. O apelo de Blatter e Pieth para o boicote representa um claro sinal de insatisfação e um desafio à narrativa de celebração que normalmente envolve o evento esportivo mais assistido do mundo.






