A celebração, conhecido como “noite cultural”, foi marcada por um ambiente descontraído, onde os bispos mostraram não apenas sua dimensão religiosa, mas também uma faceta artística e cultural vibrante. Em um vídeo divulgado nas redes sociais da CNBB, é possível ver os religiosos se divertindo enquanto recriam clássicos da música brasileira, como “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga. Com o uso de diversos instrumentos, como sanfona, tambor, violão, pandeiro, triângulo e chocalho, os participantes se deixaram levar pela alegria da música, promovendo um momento de coesão e leveza entre os membros da conferência.
Dentre as figuras de destaque presentes na assembleia, estava o bispo dom Fernando Arêas Rifan, da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, que idealizou essa celebração no retiro. O arcebispo de Rio Preto, dom Antônio Emídio Vilar, também fez parte dessa reunião histórica, que não apenas tratou de questões eclesiais, mas também abraçou temas sociais e culturais relevantes.
A escolha de “Bella Ciao” como um dos cantos da noite não passou despercebida e reflete um despertar consciente das autoridades católicas sobre a importância de se posicionar em tempos de polarização e divisão política. Ao evocar a luta dos partigiani contra a tirania, os líderes da Igreja demonstraram um desejo de ressoar a mensagem de resistência e solidariedade, propondo uma reflexão sobre a importância de se manter vigilantes frente à opressão e ao autoritarismo. Assim, a Assembleia não apenas celebrou a fé, mas também reafirmou um compromisso com a justiça e a liberdade, valores essenciais à convivência em sociedade.







