Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca ao lado de Zelensky, Biden expressou a importância de provar que a Rússia está errada em apostar que os EUA não conseguem entregar ajuda à Ucrânia. Ele também lançou uma indireta aos republicanos que são citados de forma elogiosa na imprensa russa.
Zelensky, por sua vez, destacou que os ucranianos estão lutando não apenas por sua própria segurança, mas também pela segurança de outras nações, e ressaltou os avanços militares e reformas realizadas pelo país nos últimos meses.
No entanto, a visita de Zelensky teve um encontro menos favorável com representantes do Congresso, já que o Senado vetou um novo pacote de ajuda que incluía um aporte militar de US$ 46 bilhões, o que levou o Pentágono a alertar que a verba para apoiar os ucranianos poderia acabar antes do final do ano.
Além disso, rumores sobre a possível volta de Donald Trump à Casa Branca levantam preocupações entre diplomatas europeus e representantes do governo ucraniano. Muitos temem que, caso Trump retorne à presidência, ele possa considerar abandonar a Otan, aliança vista como fundamental para a segurança da Ucrânia.
Enquanto isso, a situação no front de batalha na Ucrânia se intensifica, com combates cada vez mais sangrentos e resultados menos claros. Especialistas apontam que a guerra se assemelha cada vez mais à Primeira Guerra Mundial, com batalhas travadas ao longo de trincheiras, o que tem gerado preocupações com a iminência do inverno e possíveis bombardeios russos contra infraestruturas cruciais.
Diante da situação desafiadora, a Ucrânia enfrenta a necessidade de reorganizar suas estratégias de guerra, ao mesmo tempo em que busca apoio financeiro e militar externo para enfrentar a agressão russa. No entanto, as dificuldades em obter financiamento externo, tanto nos EUA como entre os parceiros europeus, levantam preocupações sobre o futuro do país e a capacidade de resistir à Rússia. A reconstrução da Ucrânia, segundo estimativas recentes do Banco Mundial, poderia custar mais de US$ 400 bilhões.
