Biden e Xi Jinping discutem tensões na Ásia e promovem cooperação em encontro no Peru antes do G20.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, demonstrou sua preocupação com o apoio da China à Rússia na guerra da Ucrânia durante sua participação na cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) realizada em Lima, Peru neste sábado. Em um encontro bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, Biden alertou contra “atividades militares desestabilizadoras” em Taiwan, enfatizando a importância da estabilidade global.

Durante a reunião, Biden condenou o envio de tropas norte-coreanas à Rússia, classificando-o como uma “expansão perigosa da guerra ilegal contra a Ucrânia”. Além disso, o presidente americano reafirmou a política de “uma só China”, mas expressou sua preocupação com a crescente atividade militar chinesa em torno de Taiwan. Ele levantou questões sobre práticas comerciais consideradas injustas e também alertou sobre possíveis ataques cibernéticos que poderiam comprometer infraestruturas críticas nos Estados Unidos.

Xi Jinping, por sua vez, criticou indiretamente o protecionismo econômico prometido por Donald Trump, destacando que o desacoplamento e a interrupção das cadeias de suprimentos não são soluções viáveis. O presidente chinês ressaltou a importância da cooperação mútua e afirmou que parcerias sólidas levam a relações mais produtivas, enquanto rivalidades prejudicam o progresso mútuo.

Ambos os líderes discutiram avanços em áreas de cooperação desde seu último encontro e elogiaram os esforços conjuntos no combate ao narcotráfico, na comunicação militar e na regulamentação de inteligência artificial. Biden destacou os esforços chineses no controle de substâncias químicas perigosas usadas na fabricação de drogas sintéticas, enquanto Xi Jinping reforçou a importância de tratamento mútuo como parceiros e amigos.

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, ressaltou que a gestão da competição estratégica com a China será o maior desafio de política externa para o futuro governo. Biden, que encerra uma longa carreira política, destacou a importância das relações entre as duas maiores economias do mundo na construção do futuro global, enfatizando a necessidade de evitar que disputas se transformem em conflitos. Ambos os líderes se comprometeram a buscar pontos em comum e deixar de lado as diferenças em prol do desenvolvimento mútuo e da estabilidade global.

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