Segundo Marinho, os líderes irão apresentar um manifesto destacando a necessidade de aprimorar as relações trabalhistas, abordando aspectos como ambientes de trabalho e remuneração. O encontro está agendado para o dia 19 de setembro, logo após ambos os presidentes discursarem na Assembleia Geral da ONU.
Apesar de Biden e Lula terem posições divergentes em questões internacionais, como a guerra da Ucrânia e as relações com a China, as autoridades brasileiras têm destacado o alinhamento dos líderes no apoio aos sindicatos em seus países.
O presidente Biden tem se intitulado o presidente mais pró-sindicato na história dos Estados Unidos e tem adotado medidas para fortalecer essas organizações, as quais desempenharam um papel fundamental em sua coalizão eleitoral na campanha de 2024.
Os presidentes já conversaram anteriormente, por telefone, em 16 de agosto, quando discutiram objetivos comuns relacionados à questão climática e outras pautas. Biden também recebeu Lula na Casa Branca em fevereiro deste ano.
O encontro entre Biden e Lula acontecerá em um momento em que o Brasil busca ampliar sua influência junto a aliados, como parte do grupo Brics. Na semana passada, líderes do Brasil, Rússia, China e África do Sul concordaram em expandir o grupo, convidando países como a Arábia Saudita, Irã, Egito, Argentina, Etiópia e Emirados Árabes Unidos.
Essa iniciativa tem como objetivo aumentar o impacto global desse conjunto de nações emergentes, juntando os maiores produtores de energia do mundo com os principais consumidores do mundo em desenvolvimento.
Durante a cúpula, o governo brasileiro também propôs um plano à Argentina que envolve o uso do yuan como moeda para garantir pagamentos de exportações, driblando a escassez de recursos e mantendo o fluxo de comércio entre os dois países.
O evento conjunto entre os presidentes Biden e Lula promete ser um momento importante para a discussão sobre as condições de trabalho nos Estados Unidos e no Brasil, levando em consideração a importância dos sindicatos e a necessidade de avanços nessa área. A expectativa é de que o manifesto apresentado pelos líderes possa trazer propostas concretas para aprimorar as relações trabalhistas e proporcionar melhores condições de vida para os trabalhadores nos dois países.





