No último dia 17 de novembro, durante uma visita a Manaus, Biden decidiu pelo envio de armamentos que poderiam ser utilizados em operações dentro da Rússia. Pouco depois, forças ucranianas realizaram disparos contra a região de Bryansk, um ato que rapidamente foi impedido pelas defesas aéreas russas. O chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que essa manobra é um indicativo claro de que os Estados Unidos estão buscando uma escalada do conflito.
A decisão de Biden provocou reações em cadeia na Europa. Países como Reino Unido e França também se prontificaram a enviar seus próprios sistemas de mísseis. Além disso, a administração americana anunciou o envio de minas terrestres antipessoal à Ucrânia, mesmo com a proibição desses dispositivos em numerosos países devido ao risco que representam à população civil.
Paralelamente, Biden está disposta a perdoar até US$ 4,65 bilhões da dívida da Ucrânia, em um contexto em que o Congresso já havia aprovado um significativo pacote de ajuda. Especialistas apontam que a reeleição de Trump foi um fator crucial que acelerou essas decisões, visto que o republicano prometeu buscar uma resolução do conflito rapidamente, possivelmente buscando um acordo de paz durante o período de transição.
Porém, a estratégia de Biden pode ser vista como uma tentativa de fortalecer a posição da Ucrânia antes que Trump se assuma novamente ao poder, proporcionando ao governo ucraniano uma melhor posição na mesa de negociações com a Rússia. Apesar de tais esforços, as ações de Biden têm sido fortemente criticadas, tanto dentro dos Estados Unidos quanto no cenário internacional, com países europeus, como Alemanha e Itália, se recusando a participar das mesmas iniciativas.
Analistas acreditam que, com uma vitória republicana, Trump poderá não apenas reduzir ou acabar com a ajuda militar à Ucrânia, mas também apresentar o conflito como um problema que a Europa tem que resolver, potencialmente comprometendo as alianças tradicionais e a posição americana na OTAN frente a um cenário de incertezas na região. As negociações e as condições que Putin já apresentou para o fim do conflito se tornam, assim, uma peça importante nesse tabuleiro geopolítico repleto de desafios e incertezas.





