Essas informações foram divulgadas em um relatório trimestral 13-F, apresentado logo após o fechamento do mercado na sexta-feira, 17. É importante ressaltar que este trimestre foi um dos mais dinâmicos da história recente da Berkshire Hathaway, marcado pela saída de Todd Combs, que administrava uma parte significativa do portfólio, estimada em US$ 15 bilhões. Combs deixou a empresa para assumir um cargo no JPMorgan Chase, o que motivou uma reavaliação das posições da companhia.
No contexto das vendas, a Berkshire se desfez de cerca de US$ 24 bilhões em ações e adquiriu US$ 16 bilhões durante o mesmo período. Entre as vendas de destaque, a Chevron ocupou um lugar central, com a companhia reduzindo sua participação em aproximadamente 46 milhões de ações, restando 84 milhões. O investimento atual na petroleira é avaliado em cerca de US$ 16 bilhões, com estimativas indicando que a Berkshire vendeu cerca de US$ 8 bilhões em ações da Chevron no trimestre.
As novas aquisições não se restringiram apenas a Alphabet e Delta. A Berkshire também iniciou uma posição de 3 milhões de ações na Macy’s, avaliada em cerca de US$ 55 milhões, além de ter triplicado sua participação no New York Times, que agora perfaz 15 milhões de ações, superando a marca de US$ 1 bilhão. A companhia aumentou sua posição nas ações classe A da Lennar, elevando a quantidade para 10 milhões.
Essas movimentações refletem não apenas a transição de liderança, com Greg Abel assumindo o cargo de CEO, mas também a ampliação da autoridade de investimento de Ted Weschler, que agora gerencia cerca de 6% do portfólio. Warren Buffett permanece ativo como chairman e continua a influenciar decisões estratégicas na gestão dos investimentos da Berkshire Hathaway, sinalizando que a companhia está fluindo entre a tradição e a adaptação às novas dinâmicas de mercado.
