Quaquá, que também ocupa o cargo de prefeito de Maricá, manifestou que a sua ala, considerada majoritária dentro do partido, não aceitou a indicação de Manoel Severino, ex-presidente da Casa da Moeda no governo Lula, como suplente de Benedita. Essa escolha, defendida por amigos próximos da deputada, abriu caminho para uma série de críticas e descontentamentos.
Em seu artigo, Benedita ressaltou que a escolha dos suplentes deveria ser pautada por um debate amplo entre os membros do partido, mas que também cabia a ela, como líder da chapa, tomar decisões que envolvessem confiança e alinhamento estratégico com as necessidades da população. “A composição da chapa deve ser fruto de um debate coletivo, mas reafirmo meu direito de decidir, já que isso envolve uma responsabilidade política significativa”, observou Benedita, chamando também a atenção para a importância de respeitar o espaço e a capacidade de liderança de figuras históricas dentro do partido, especialmente de mulheres e pessoas negras.
Durante uma reunião do diretório estadual do PT, o grupo de Quaquá rejeitou a indicação de Severino e propôs dois novos nomes: Felipe Pires, vereador do Rio, e Kleber Lucas, pastor e cantor, ambos com forte apoio do prefeito de Maricá. Quaquá justificou essa decisão ao afirmar que, desde o início, havia um entendimento de que as suplências seriam indicadas pelo seu grupo.
Adicionalmente, a candidatura de Benedita ao Senado está vinculada a uma aliança maior em torno da candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado. A formação do grupo ainda carece de definição quanto ao segundo candidato ao Senado, já que há duas vagas disponíveis no pleito de 2026. Essa combinação de interesses internos e a necessidade de alinhamento político tornam o cenário eleitoral no Rio cada vez mais complexo, refletindo as dinâmicas internas do PT e suas ramificações no cenário político local.
