Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam que, apenas no último domingo, a cidade recebeu 78,2 mm de chuva, um número que ultrapassa em cinco vezes a média esperada para abril. As previsões meteorológicas sugerem que a intensidade das chuvas deve persistir nos próximos dias, elevando a preocupação das autoridades e da população local.
Em um comunicado oficial, a Defesa Civil destacou a gravidade da situação, mencionando que a cidade vivenciou “uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos”. Para enfrentar essa crise, a Prefeitura mobilizou um comitê integrado que, junto à equipe do Corpo de Bombeiros, está orientando ações de resposta rápida em toda a cidade. Essas medidas incluem um reforço nas estruturas de abrigo, atendimento às famílias afetadas, limpeza de canais e bueiros, além de intervenções em pontos críticos sujeitos a alagamento.
A situação se agrava ainda mais com cerca de 5 mil moradores enfrentando a falta de energia elétrica. A concessionária Equatorial doou alguns esclarecimentos, afirmando que os serviços estão sendo restabelecidos gradualmente.
Os efeitos das chuvas foram devastadores, com rios transbordando e ruas convertidas em verdadeiros rios. A tempestade, que começou na tarde de sábado e se estendeu até a noite de domingo, resultou em alagamentos em diversos locais da capital. No bairro da Terra-Firme, por exemplo, várias casas às margens do rio Tucunduba foram inundadas.
Adicionalmente, a mobilidade urbana sofreu severas consequências, afetando a circulação de ônibus e complicando o tráfego em diversos pontos da cidade. A Defesa Civil estadual também relatou que várias cidades do interior do estado foram impactadas pelas chuvas, refletindo uma situação de calamidade em uma região já vulnerável a fenômenos climáticos extremos.
