A pesquisa analisou cinco fases da vida, desde bebês com menos de dois anos até adultos acima dos 18 anos. Os dados mostram que, especialmente para aqueles que nasceram antes de 28 semanas ou pesavam menos que 1 kg, as repercussões acadêmicas são ainda mais severas quando comparadas a seus pares nascidos a termo e com peso adequado. A disciplina mais prejudicada foi a matemática, onde as deficiências em habilidades de resolução e de problemas foram acentuadas. Além disso, diferenças significativas foram observadas em leitura, compreensão textual, ortografia e reconhecimento de palavras.
Essas dificuldades surgem com mais clareza durante o ensino fundamental, mas tendem a diminuir na adolescência. Apesar disso, muitos indivíduos podem revisitar essas limitações na fase adulta. Os pesquisadores notaram que as esperanças de recuperação se intensificam conforme a idade gestacional aumenta e o peso ao nascer se aproxima do normal. No entanto, é importante realçar que mesmo na adolescência, algumas das dificuldades cognitivas persistem e impactam a vida adulta.
Os autores do estudo alertam para as consequências de longo prazo do parto prematuro e do baixo peso ao nascer, que podem resultar em menos oportunidades de emprego e trabalhos de menor qualificação. Diante de tais resultados, os especialistas enfatizam a necessidade de um monitoramento clínico mais rigoroso e práticas educativas adaptadas a essas crianças. Enfatizam ainda que os desafios cognitivos e educacionais consequentes do parto prematuro requerem atenção específica, destacando a importância do apoio e das intervenções precoces para mitigar esses impactos negativos ao longo da vida.
