Uma das principais inovações anunciadas era a alteração no elenco, que misturou competidores da Pipoca, do Camarote e Veteranos de edições anteriores. Além disso, o formato introduziu as Casas de Vidro, uma estratégia que visava selecionar participantes anônimos por meio de votação popular em diferentes capitais do Brasil. Essas iniciativas geraram expectativa durante o início da edição, mas não se sustentaram até a reta final.
Um dos pontos mais controversos tem sido o “laboratório” — uma dinâmica que permitiria ao público substituir jogadores na casa. Inicialmente projetado para ser um espaço paralelo onde os competidores disputariam a preferência do público para entrar no jogo principal, o laboratório nunca se materializou. Essa revogação passou a ser alvo de críticas nas redes sociais, com fãs expressando sua frustração. A sensação de descontentamento é palpável com comentários que destacam a falta de clareza sobre as regras e a metodologia aplicada nas provas do programa.
Além dos descontentamentos quanto ao laboratório, a estratégia de realocar participantes que não foram escolhidos nas Casas de Vidro também gerou controvérsias. Isso culminou em uma dinâmica conhecida como Quarto Branco, que ampliou o número de concorrentes, mas levanta questões éticas. O caso acabou ganhando a atenção do Ministério Público Federal, que abriu um inquérito civil para investigar possíveis violências psicológicas e físicas ligadas a essa dinâmica. A apresentação do Quarto Branco na mídia internacional, inclusive, foi marcada por críticas de programas de televisão estrangeiros que o qualificaram como uma forma de tortura.
Com essas críticas e as promessas não cumpridas, o BBB 26 se encontra em uma situação delicada à medida que se aproxima de seu desfecho. O futuro do formato e a credibilidade do programa estão, mais uma vez, em jogo, ao passo que a audiência espera respostas sobre as falhas na execução das surpresas prometidas.
