A executiva foi assertiva ao afirmar que “o soluço de inadimplência no cartão de crédito não deve se repetir”, citando que a deterioração dos índices de inadimplência no segundo trimestre se concentrou nas classes D e E. Tarciana expressou confiança na normalização da situação da carteira de crédito pessoal, acrescentando que não há previsão para a revisão das diretrizes financeiras da instituição.
Em resposta ao aumento da inadimplência, o Banco do Brasil implementou uma reformulação em sua área de cobrança, resultado que, conforme mencionado pelo vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Geovanne Tobias, já começa a se refletir nas operações da instituição. Entretanto, Felipe Prince, vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco, destacou que o endividamento prevalece em linhas de crédito de curto prazo, aumentando consideravelmente o risco financeiro para os consumidores.
Em meio a esse cenário, Tarciana também abordou a questão dos ciclos políticos e eleitorais, fazendo questão de ressaltar que as metas do Banco do Brasil não estão condicionadas às circunstâncias político-partidárias. Essa declaração foi feita em resposta a questionamentos sobre como as próximas eleições poderiam impactar a atuação da instituição.
A presidente reafirmou o compromisso do banco com o agronegócio, mesmo diante de um ambiente desafiador para o setor. Usando a metáfora do “prumo”, Tarciana enfatizou que a superação dos obstáculos não é feita por atalhos, mas com planejamento e trabalho árduo.
Por fim, em relação à capitalização de R$ 6,6 bilhões do Banco de Brasília (BRB), o Banco do Brasil optou por não comentar, deixando claro que essa questão diz respeito ao BRB e ao seu controlador. Assim, a instituição permanece focada em seus objetivos e na gestão responsável de seus recursos.
