Banco de Brasília Vende Ativos de R$ 21,9 Bilhões do Banco Master para Fortalecer Estrutura Financeira

O Banco de Brasília (BRB) tomou a decisão de vender a totalidade da carteira que adquiriu do Banco Master, segundo informações do presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza. Esse movimento estratégico envolve um pacote que abrange carteiras de atacado, clientes pessoas físicas e fundos, totalizando um montante expressivo de aproximadamente R$ 21,9 bilhões.

Nesta quarta-feira, Nelson Souza se dirigirá à Faria Lima, em São Paulo, para negociações diretas com potenciais compradores. Entre os ativos que serão colocados à venda, destaca-se um terreno localizado na Marginal Pinheiros, nas proximidades da Casa Fasano e do projeto Cidade Jardim, que já passa a ser alvo de interesse no mercado imobiliário.

Em declarações recentes, Souza enfatizou que o BRB está adotando todas as medidas necessárias para preservar e fortalecer os recursos de seus clientes e do controlador, assegurando a liquidez, o capital e a transparência da entidade. Essa estratégia de venda surge em um contexto em que o banco busca recuperar sua solidez e reorganizar sua estrutura financeira após a deflagração da Operação Compliance Zero.

O novo presidente, empossado em novembro, trouxe consigo uma proposta de gestão integrada e eficiente. Paralelo à venda da carteira do Banco Master, o BRB está elaborando um plano de capital que pode envolver diversas opções de capitalização, como a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) e a possibilidade de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Souza afirmou que, se a transação com os ativos for concluída com sucesso, a instituição poderá evitar um novo aporte de recursos por parte do Governo do Distrito Federal, uma alternativa que também está em estudo.

Entretanto, o BRB se vê na obrigação de atender a uma determinação do Banco Central, que exigiu um provisionamento de R$ 2,6 bilhões para cobrir prejuízos relacionados a fraudes nas carteiras adquiridas do Banco Master. O banco já se adiantou, realizando a liquidação ou substituição de R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões gastos em carteiras que apresentavam indícios de fraude. A investigação continua a cargo da Polícia Federal, que está no processo de apuração da Operação Compliance Zero. Essas iniciativas visam não apenas a recuperação da credibilidade da instituição, mas também a proteção dos interesses de seus clientes e parceiros.

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