Nesta quarta-feira, Nelson Souza se dirigirá à Faria Lima, em São Paulo, para negociações diretas com potenciais compradores. Entre os ativos que serão colocados à venda, destaca-se um terreno localizado na Marginal Pinheiros, nas proximidades da Casa Fasano e do projeto Cidade Jardim, que já passa a ser alvo de interesse no mercado imobiliário.
Em declarações recentes, Souza enfatizou que o BRB está adotando todas as medidas necessárias para preservar e fortalecer os recursos de seus clientes e do controlador, assegurando a liquidez, o capital e a transparência da entidade. Essa estratégia de venda surge em um contexto em que o banco busca recuperar sua solidez e reorganizar sua estrutura financeira após a deflagração da Operação Compliance Zero.
O novo presidente, empossado em novembro, trouxe consigo uma proposta de gestão integrada e eficiente. Paralelo à venda da carteira do Banco Master, o BRB está elaborando um plano de capital que pode envolver diversas opções de capitalização, como a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) e a possibilidade de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Souza afirmou que, se a transação com os ativos for concluída com sucesso, a instituição poderá evitar um novo aporte de recursos por parte do Governo do Distrito Federal, uma alternativa que também está em estudo.
Entretanto, o BRB se vê na obrigação de atender a uma determinação do Banco Central, que exigiu um provisionamento de R$ 2,6 bilhões para cobrir prejuízos relacionados a fraudes nas carteiras adquiridas do Banco Master. O banco já se adiantou, realizando a liquidação ou substituição de R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões gastos em carteiras que apresentavam indícios de fraude. A investigação continua a cargo da Polícia Federal, que está no processo de apuração da Operação Compliance Zero. Essas iniciativas visam não apenas a recuperação da credibilidade da instituição, mas também a proteção dos interesses de seus clientes e parceiros.






