As apurações apontam que muitas das vítimas não tinham conhecimento ou não haviam aprovado os descontos em suas contas. Estima-se que mais de 3.500 contas foram afetadas, resultando em um impacto financeiro inicial que pode ultrapassar R$ 5 milhões. Diante da gravidade das revelações, a PCDF intensificou as investigações, que já estavam em andamento.
Em comunicado oficial, o BRB esclareceu que as investigações foram iniciadas por meio de uma apuração interna, que culminou na notificação das autoridades sobre as irregularidades encontradas. Em função dos desdobramentos do caso, a instituição tomou a decisão de afastar os três funcionários, uma resposta rápida e direta enquanto as investigações prosseguem, com o intuito de averiguar a responsabilidade de cada um.
A operação policial resultou na execução de quatro mandados de prisão temporária e três prisões preventivas, além de dez mandados de busca e apreensão em diversos locais do Distrito Federal e em Minas Gerais, incluindo cidades como Belo Horizonte e Igaratinga. As intervenções no DF atingiram áreas como Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico, com algumas associações sendo investigadas por suposta envolvimento no esquema fraudulento.
Em sua nota, o BRB enfatizou que as irregularidades detectadas não têm ligação com a atual administração e assegurou que qualquer prática irregular será rigorosamente punida, seguindo todos os trâmites legais e normativos. Assim, o banco reafirma seu compromisso em zelar pela integridade e confiança de seus clientes, garantindo a continuidade das investigações até que todas as responsabilidades sejam devidamente esclarecidas.
