Antes da mudança, os consumidores eram obrigados a passar por duas etapas distintas: uma para liberar o pagamento por meio da carteira digital e outra para visualizar o saldo disponível. Agora, ao optar pelo pagamento, os usuários poderão visualizar imediatamente o saldo e os limites de crédito, como cheque especial, permitindo que tomem decisões mais informadas antes de confirmar a transação. A consulta de saldo, embora seja uma funcionalidade opcional, poderá ser habilitada mediante autorização ativa do cliente, que pode também revogar essa permissão a qualquer momento.
Este novo sistema integra o conceito de Open Finance, que permite ao cliente compartilhar informações bancárias com diferentes instituições de maneira segura. O Banco Central garante que a implementação dessa medida visa reduzir as falhas em transações, uma vez que a ausência de saldo é um dos principais motivos para que os pagamentos não sejam concluídos.
A norma, que foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 740, de 29 de maio de 2026, especifica que a nova funcionalidade deve ser disponibilizada pelas instituições financeiras que mantêm contas do cliente. Isso inclui grandes bancos como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, e fintechs como Nubank e Mercado Pago. É fundamental que os consumidores estejam atentos ao compartilhar seus dados, já que o BC recomenda sempre verificar a finalidade e o uso das informações compartilhadas.
Além disso, ao longo da última semana, novas diretrizes relativas ao Pix por aproximação foram anunciadas, com as operações agora se tornando parte do limite geral do Pix, equiparando-se às transações realizadas por QR Code ou chave. As instituições financeiras têm um prazo até 1º de outubro de 2026 para adequar suas operações a essas novas regras. Com essas inovações, o Banco Central busca não apenas simplificar o processo de pagamentos, mas também proporcionar mais segurança e comodidade aos usuários, refletindo um avanço significativo na digitalização das finanças no Brasil.





