Banco Central Recusa Autorização de Funcionamento à Fintech Ecomovi por Irregularidades e Queixas de Clientes, Aumentando o Aperto Regulatório no Setor.

Em uma decisão importante para o setor financeiro, o Banco Central do Brasil negou a autorização para que a Ecomovi Instituição de Pagamento pudesse operar legalmente. A decisão, registrada no Diário Oficial da União, se deu em conformidade com o artigo 17 da Resolução BCB nº 81, de 25 de março de 2021, que estabelece diretrizes para instituições financeiras. Com essa negativa, a fintech, que contava com um CNPJ ativo desde 2019, não terá permissão para oferecer serviços de pagamento regulados pela autoridade monetária.

A Ecomovi é gerida por Paulo Hideki Koga e pela empresa Smart 5 Participações e Investimentos. No seu site, a fintech promove diversos serviços financeiros, incluindo dicas de segurança para evitar fraudes no sistema de pagamentos instantâneos Pix. Apesar de publicamente afirmar oferecer pagamentos instantâneos, a realidade é que a Ecomovi não é uma participante do sistema Pix, o que levanta questionamentos sobre a transparência das informações divulgadas aos consumidores. Ela também oferece produtos como antecipação salarial e “crédito na hora” para trabalhadores.

Entretanto, a reputação da empresa nos canais de reclamação é muito preocupante. No site Reclame Aqui, a Ecomovi aparece classificada como “empresa suspensa” devido a irregularidades que afetam tanto seu funcionamento interno quanto sua interação com os consumidores. Com mais de 10 mil reclamações registradas, os principais problemas abordados incluem dificuldades para realizar estornos e acusações de propaganda enganosa.

Este não é um caso isolado no cenário atual do mercado financeiro. Em janeiro, o Banco Central já havia negado a autorização para instituições como a Viatech e a E2 Instituição de Pagamentos, sendo que a última havia sido alvo de um ataque cibernético em setembro de 2025, conforme informações oficiais. Além disso, a fintech Voluti também teve seu pedido de licença negado em outubro do ano anterior, após estar envolvida em movimentações de dinheiro relacionadas a ataques hackers.

Atualmente, existem cerca de 220 instituições de pagamento autorizadas a operar sob a supervisão do Banco Central. O ano de 2025 já registrou um total de 32 cancelamentos de autorizações, incluindo sete especificamente de instituições de pagamento. Este movimento reflete um endurecimento na abordagem regulatória do Banco Central e demonstra uma preocupação crescente com fraudes e ataques cibernéticos que têm aumentado nos últimos tempos. Com isso, o segmento financeiro deve passar por mudanças significativas, à medida que as autoridades tentam garantir a segurança e a confiabilidade dos serviços oferecidos ao público.

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