Essa nova diretriz equipara os pagamentos por aproximação aos outros formatos de transação do Pix, como as transferências via chave ou QR Code. A principal vantagem do Pix por Aproximação é a sua praticidade: os usuários podem concluir uma compra simplesmente aproximando seu celular ou relógio inteligente da maquininha de cartão, sem a necessidade de abrir aplicativos ou inserir dados de pagamento manualmente, um processo que imita a funcionalidade oferecida pelos cartões tradicionais.
A norma agora abrange tanto pagamentos realizados em aplicativos bancários quanto em carteiras digitais, como Google Pay e Samsung Wallet, que, a partir de agora, também estão sujeitas às mesmas regras do Pix. As instituições financeiras têm um prazo até outubro deste ano para se adaptarem a essas novas diretrizes.
Para utilizar essa forma de pagamento, o cliente deve vincular sua conta bancária a uma plataforma compatível com o modelo de Open Finance, ativar o Pix e, assim, poderá ajustar seus limites diários de forma autônoma. Além disso, a nova norma inclui o recurso chamado “Jornada Sem Redirecionamento” (JSR), que permite pagamentos diretos em carteiras digitais sem necessidade de acessar o aplicativo do banco emissor, também anteriormente limitado ao teto de R$ 500.
No entanto, essa atualização não se aplica a todos os usuários de smartphones. Atualmente, a funcionalidade está disponível apenas para dispositivos Android. A Apple, que possui um modelo diferente de uso da tecnologia NFC, ainda impõe que os pagamentos sejam realizados via Apple Pay, o que envolve cobrança de taxas, tornando o Pix inviável para esses aparelhos. Contudo, a Apple expressou interesse em estabelecer um acordo com o CADE para permitir o uso do Pix por Aproximação em iPhones, sem custos, o que poderia alterar o cenário atual.
A questão suscita investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que está apurando possíveis abusos por parte da Apple em relação ao acesso ao chip NFC. Enquanto isso, o Google garantiu que não há barreiras ou cobranças associadas ao uso do NFC em dispositivos Android, assegurando um ambiente acessível para desenvolvedores e usuários. Essa nova fase do sistema de pagamentos instantâneos do Brasil promete aumentar a competitividade e facilitar a rotina financeira dos consumidores.





