Em um comunicado oficial, o chefe-adjunto do Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora do Banco Central, Aarão Diamantino Oliveira, indicou que a mira da investigação recai sobre várias entidades do grupo. Dentre elas estão o Banco Master, o Banco Master de Investimento, o Banco Letsbank, a Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, além do Will Bank e do Banco Master Múltiplo. A gravidade das alegações contra essas instituições destaca a importância e a urgência da ação regulatória.
O Banco Master, por exemplo, foi liquidado em 18 de novembro, data em que também ocorreu a primeira prisão de Daniel Vorcaro, seu controlador, que é alvo de investigações relacionadas a fraudes bancárias. No mesmo dia, outras instituições do conglomerado, como o banco de investimento e a corretora, também foram liquidadas. Enquanto isso, o Banco Master Múltiplo passou a operar sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet), o que significa que, embora suas atividades continuem, seus executivos foram afastados. Já o Will Bank teve sua liquidação concluída em janeiro deste ano.
O Banco Central justificou a adoção dos regimes de resolução à grave crise de liquidez que assola o grupo Master, que acarretou um comprometimento significativo da saúde econômica e financeira das instituições envolvidas. Além disso, foram identificadas severas violações às normas que regulam a atuação das instituições que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional. Este contexto ressalta um cenário preocupante que pode impactar não apenas os investidores diretamente afetados, mas também a confiança geral no sistema financeiro do país. O desfecho dessa investigação e suas implicações para o setor financeiro ainda estão por vir e demandarão atenção contínua de autoridades e cidadãos.





