Benjamin Botelho de Almeida, proprietário da Sefer, é apontado como um possível operador financeiro em um esquema maior de fraudes associado ao Banco Master. Este caso é parte da Operação Compliance Zero, iniciada em 2024 e que continua a revelar um intricado labirinto de corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações indicam que Almeida pode ter desempenhado um papel central na manipulação de fundos de investimento e na transação de títulos problemáticos vinculados à instituição financeira.
Embora a Sefer tenha sido uma entidade regulada dentro do segmento S4, que abrange instituições de menor porte, sua contribuição ao Sistema Financeiro Nacional é notavelmente baixa, representando menos de 0,0004% dos ativos totais. Fundada em 1994 e estabelecida na icônica Avenida Faria Lima, em São Paulo, a Sefer ofereceu serviços essenciais de administração fiduciária e custódia de ativos ao longo de sua existência.
A holding Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda. assumiu o controle da DTVM em 2006. Recentemente, a administração foi transferida para novos gestores, mas a falta de clareza sobre os sócios atuais da holding levanta questões adicionais sobre a governança e a transparência da empresa.
Este movimento do Banco Central não é isolado. Em 2026, a liquidação da Sefer segue uma série de intervenções em instituições financeiras, incluindo a cooperativa Creditag e a Frente Corretora de Câmbio, ambas também enfrentando crises financeiras severas. Ao longo deste ano, já foram contabilizadas 12 liquidações, representando o maior número de intervenções desde 2012, evidenciando um claro endurecimento na postura do regulador frente a potenciais ameaças ao sistema financeiro brasileiro.
Diante desse cenário, a sociedade e o mercado financeiro observam com atenção o desdobramento das investigações e as implicações que essas ações podem ter em um setor já pressionado por normas e exigências de compliance cada vez mais rigorosas.





