O novo imposto, conforme anunciado por autoridades americanas, poderá impactar cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, totalizando aproximadamente US$ 7,4 bilhões no próximo ano, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O contexto dessa medida é uma investigação da Seção 301, realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que examinou alegações de práticas comerciais desleais. Essa análise incluiu fatores como a utilização do Pix, questões relativas ao desmatamento ilegal no Brasil, e a dificuldade de acesso dos EUA ao mercado de etanol brasileiro.
Frente a essas acusações, o governo Lula se mobilizou, reunindo diversas autoridades para desafiar a narrativa americana, buscando demonstrar que as práticas brasileiras não prejudicam o comércio. Galípolo exemplificou sua argumentação, afirmando que é tão ilógico alegar que um sistema eficiente e gratuito como o Pix prejudica o comércio quanto seria dizer que a implementação de um sistema de saneamento básico diminuiria a receita de empresas que dependem de caminhões-pipa.
Ele também destacou o impacto positivo do Pix na economia, revelando que o uso de cartões de pagamento aumentou em 150% desde a implementação do sistema, refutando assim a ideia de que o Pix seria um obstáculo para negócios, tanto brasileiros quanto americanos. “O Pix beneficiou tanto os consumidores quanto os comerciantes”, afirmou.
Em meio a essa polêmica, o governo brasileiro se mostra determinado a esclarecer seu posicionamento e a proteger os interesses nacionais, numa tentativa de evitar que medidas protecionistas comprometam a competitividade de suas exportações no mercado internacional.





