O artista porto-riquenho, que recentemente bradou ao mundo seu talento durante o Grammy e fez história com sua performance no Super Bowl, não perdeu a oportunidade de celebrar suas raízes latinas. Vestindo uma camisa da seleção brasileira, ele deu as boas-vindas ao público, mas, acima de tudo, foi através de sua música que ele realmente se conectou com a plateia. O aclamado álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” representa essa fusão de modernidade e tradição que tem sido uma constante em sua carreira.
O show começou com o grupo Chuwi, famoso por suas interpretações de ritmos afro-caribenhos, aquecendo o ambiente e estabelecendo um tom festivo e enraizado na cultura. As letras dessas canções, traduzidas em português, trouxeram uma mensagem política e cultural relevante, criando um elo entre gerações.
A revolução cultural que Bad Bunny promove ao destacar as raízes latino-americanas é notável. Hoje, ser latino é sinônimo de autenticidade e estilo, e Benito Antonio Martínez Ocasio é um dos principais embaixadores dessa nova onda. A expectativa pela sua apresentação era palpável, e ele fez questão de demonstrar apreço pela cidade ao iniciar seu show com “LA MuDANZA”. A interação com o público foi intensa; ele apenas absorveu os aplausos antes de dar início à festa com uma explosão de salsa e uma banda de alta qualidade.
Bad Bunny destacou o quanto a apresentação em São Paulo foi emocionante e, em meio a sucessos como “Callaita” e “PIToRRO DE COCO”, ele fez referências a clássicos da música brasileira. Sua conexão com a platéia foi instantânea, reforçada pela convidativa letra de “WELTiTA”, instigando os fãs a se juntarem à dança.
Durante uma pausa, o artista se deslocou para a “Casita”, uma recriação de uma típica casa porto-riquenha, onde continuou a festa, mesclando o reggaeton a ritmos de trap e house, e levando a multidão a um frenesi de energia e dança.
A festividade culminou em um momento especial, marcado por uma mensagem de amor e celebração, onde Bad Bunny incentivou a plateia a dançar e amar “sem medo”. Com um repertório que mesclava romantismo, como em “Ojitos Lindos”, à intensidade de “DtMF”, o artista fez questão de compartilhar seus pensamentos, refletindo sobre as mudanças e aprendizados que a vida oferece.
Sem a necessidade de participações especiais, Bad Bunny apresentou um espetáculo que foi, acima de tudo, uma verdadeira festa brasileira, reafirmando que o Brasil tem aberto cada vez mais seus ouvidos e corações para a rica narrativa que os artistas latino-americanos têm a oferecer. Com pouco mais de duas horas de apresentação, o show se tornou uma celebração da amizade e da cultura que une toda a América Latina.
