Esse crescimento acontece em um cenário desafiador, marcado pela elevação dos preços dos combustíveis devido à instabilidade no Oriente Médio, o que impactou significativamente os custos operacionais das companhias aéreas. O preço do querosene de aviação, principal insumo do setor, passou de R$ 3,51 para R$ 5,40 por litro, uma alta de impressionantes 53,8% em apenas alguns meses. Consequentemente, o valor médio das passagens aéreas também subiu, alcançando R$ 621,25 em janeiro, o que representa um aumento de quase 10% em relação ao mesmo mês de 2025.
Para amortecer esse impacto e evitar uma escalada descontrolada nos preços, o governo brasileiro implementou uma série de medidas. Uma das ações mais significativas foi a isenção de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação, estabelecida em abril e prorrogada até julho. Esta estratégia visa ajudar as empresas a manterem tarifas mais acessíveis para os consumidores, conforme pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que solicita a prorrogação da isenção até o fim do ano.
Em um esforço adicional para reduzir os custos, a Petrobras anunciou uma diminuição de 14,2% no preço do querosene de aviação no início de junho. Essa medida é esperada para trazer maior alívio nas próximas semanas e meses, à medida que o setor busca equilibrar as demandas por viagens com as pressões econômicas globais.
O panorama atual demonstra a resiliência da aviação brasileira, que, mesmo diante de adversidades, conseguiu não só manter, mas também aumentar o fluxo de passageiros, revelando a forte recuperação do setor após os desafios enfrentados nos últimos anos. Essa dinâmica sugere um otimismo cauteloso para o futuro das viagens aéreas no país e um cenário que requer constante atenção às mudanças no cenário econômico global.





