Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seis dos 15 parques industriais investigados apresentaram recuos em janeiro. Entre os locais que registraram queda na produção estão Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina e Ceará.
Bernardo Almeida, gerente da pesquisa do IBGE, explicou que a queda na indústria nacional foi estratégica para ajustar a oferta e a demanda, após cinco meses sem resultados negativos. Ele ressaltou que essa movimentação é natural e observada regionalmente.
Por outro lado, houve avanços significativos em algumas regiões. O Amazonas registrou a maior expansão, com um crescimento de 16,7%, impulsionado pelo setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos. Já São Paulo teve o segundo maior impacto positivo, com um avanço de 0,8% na produção fabril, principalmente nos setores químico e de equipamentos de transporte.
Almeida destacou que São Paulo está acima do patamar pré-pandemia e retomou a trajetória positiva após um mês de queda em dezembro. O pesquisador ressaltou que a indústria paulista representa cerca de 33% da produção industrial nacional, mas ainda opera 22,1% abaixo do pico de produção registrado em março de 2011.
Além disso, a indústria nacional apresentou uma melhora na comparação com o mesmo período do ano anterior, com um crescimento de 3,6% em janeiro de 2024. Isso foi atribuído a medidas como a redução dos juros, aumento das linhas de crédito e melhoria no mercado de trabalho, que impulsionaram o consumo das famílias e a produção industrial.
Portanto, os avanços nas indústrias do Amazonas e São Paulo contribuíram para amenizar os impactos da queda na produção industrial brasileira em janeiro, mostrando sinais de recuperação e otimismo para o setor.
