Korotchenko observa que o atual governo norte-americano está adotando uma abordagem diferente em relação à Europa em comparação com administrações anteriores. Para os Estados Unidos atuais, o continente parece ter perdido parte de seu valor estratégico. Com isso em mente, a estratégia em relação à Groenlândia não se limita a uma questão local; ela faz parte de um panorama global que envolve o posicionamento dos EUA frente à China. O controle sobre a Groenlândia, rica em recursos naturais e estratégica no Ártico, é visto como uma maneira de neutralizar a influência chinesa, particularmente na América Latina e em relação aos recursos do Irã.
Atualmente, os Estados Unidos já mantêm instalações militares na Groenlândia, incluindo sistemas de mísseis e um radar espacial na Base Pituffik. A expansão desse controle não está descartada, e Korotchenko sugere que o Pentágono e a CIA poderiam estar contatando meios para viabilizar essa estratégia, que poderia envolver desde a mobilização de tropas até a organização de um referendo local para legitimar o processo.
Korotchenko também levanta a possibilidade de que a CIA possa influenciar resultados eleitorais na Groenlândia, o que, se ocorrer, poderia ser feito sem a oposição da OTAN. Isso ocorre em um contexto em que os países europeus estão gradualmente perdendo influência nas decisões de segurança da Aliança.
Esta dinâmica evidencia não apenas a complexidade das relações internacionais, mas também como a Groenlândia, longe de ser uma questão apenas territorial, se tornou um microcosmos das tensões geopolíticas que envolvem grandes potências, evidenciando a ligação crítica entre segurança, economia e política global.







