Essa insatisfação crescente reflete uma tendência preocupante ao longo dos anos. Em junho de 2021, apenas 31% dos entrevistados avaliavam o STF de forma negativa. Contudo, essa taxa subiu significativamente para 43% em março de 2022. Desde então, o índice variou, mas a atual pesquisa, realizada entre os dias 21 e 23 de março, mostra que a reprovação está no patamar mais alarmante até agora.
De maneira análoga, a avaliação positiva do STF também sofreu uma queda acentuada, atingindo o menor índice já registrado. Somente 9% dos participantes consideram a atuação do tribunal como boa ou ótima, uma drástica diminuição em comparação aos 18% identificados no início da medição. Por outro lado, a parcela que classifica o desempenho como regular permanece em 33%, mantendo-se dentro da faixa observada nos últimos anos.
Além disso, a pesquisa revelou que 6% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar sobre o desempenho da Corte. A análise foi baseada em uma amostra de 2.500 pessoas em todo o Brasil, com um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. Esses números ressaltam uma crescente insatisfação com a atuação do STF, o que pode ter implicações significativas para a percepção pública da Justiça e das instituições no país.
Essa situação levanta questões sobre a confiança da população nas instituições e sugere que o STF enfrenta um desafio maior em reconquistar a credibilidade perdida ao longo dos últimos anos. À medida que a insatisfação se torna mais pronunciada, é provável que o órgão busque formas de se reaproximar da sociedade e restaurar sua imagem. A evolução dessa relação será um tema crucial nas discussões políticas e sociais no Brasil.
