Das dez doenças mais recorrentes, seis são problemas ósseos e de coluna. As hérnias de disco e a lombalgia foram as principais doenças que mais tiraram os profissionais de suas funções. Em seguida, o mioma, tumor benigno no útero que afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva.
Além disso, é importante ressaltar que os números incluem tanto o auxílio-doença previdenciário — quando o segurado contrai uma doença sem relação com sua função profissional — quanto o acidentário, concedido para o trabalhador que sofreu um acidente de trabalho ou foi acometido por uma doença ocupacional, contraída ou agravada por suas funções diárias.
A presença recorrente de problemas ósseo-musculares entre as doenças que mais afastaram os profissionais é um sinal de que os trabalhadores estão adoecendo por fatores como esforço exagerado ou inadequado e falta de ergonomia no dia a dia. Segundo o reumatologista Roberto Fiszman, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) e membro da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho e Saúde do Trabalhador da entidade, é importante haver um ambiente de trabalho mais protegido ou uma reabilitação mais precoce para evitar a doença ocupacional.
O processo para dar entrada no benefício por incapacidade temporária pode ser feito diretamente pelo site ou aplicativo Meu INSS, e o segurado precisa ter em mãos o número do CPF. Além disso, é possível dar entrada no benefício sem perícia, apenas com análise de documentos, através do envio de laudos e atestados pela plataforma Atestmed.
A documentação médica para fins previdenciários deve conter o nome completo do segurado, a data de emissão do documento, o diagnóstico e o registro do profissional emitente, entre outros requisitos. Além disso, o segurado que já tiver uma perícia física agendada numa agência pode optar pelo envio de documentos, garantindo a data do primeiro requerimento.
