Auxílio-doença cresce e INSS investe em inteligência artificial para detectar fraudes nos pedidos de benefício

No ano passado, mais de 2,5 milhões de benefícios de auxílio-doença foram concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que representa quase metade do total de benefícios liberados pela instituição em 2023. Os dados do Ministério da Previdência Social revelam um aumento de 27% em relação aos registros de 2022. Entre as principais causas de afastamento dos trabalhadores de suas funções estão os problemas ósseos, especialmente os de coluna.

Das dez doenças mais recorrentes, seis são problemas ósseos e de coluna. As hérnias de disco e a lombalgia foram as principais doenças que mais tiraram os profissionais de suas funções. Em seguida, o mioma, tumor benigno no útero que afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva.

Além disso, é importante ressaltar que os números incluem tanto o auxílio-doença previdenciário — quando o segurado contrai uma doença sem relação com sua função profissional — quanto o acidentário, concedido para o trabalhador que sofreu um acidente de trabalho ou foi acometido por uma doença ocupacional, contraída ou agravada por suas funções diárias.

A presença recorrente de problemas ósseo-musculares entre as doenças que mais afastaram os profissionais é um sinal de que os trabalhadores estão adoecendo por fatores como esforço exagerado ou inadequado e falta de ergonomia no dia a dia. Segundo o reumatologista Roberto Fiszman, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) e membro da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho e Saúde do Trabalhador da entidade, é importante haver um ambiente de trabalho mais protegido ou uma reabilitação mais precoce para evitar a doença ocupacional.

O processo para dar entrada no benefício por incapacidade temporária pode ser feito diretamente pelo site ou aplicativo Meu INSS, e o segurado precisa ter em mãos o número do CPF. Além disso, é possível dar entrada no benefício sem perícia, apenas com análise de documentos, através do envio de laudos e atestados pela plataforma Atestmed.

A documentação médica para fins previdenciários deve conter o nome completo do segurado, a data de emissão do documento, o diagnóstico e o registro do profissional emitente, entre outros requisitos. Além disso, o segurado que já tiver uma perícia física agendada numa agência pode optar pelo envio de documentos, garantindo a data do primeiro requerimento.

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