Aumento no Turismo Sênior: 79% dos Brasileiros Acima de 60 Anos Viajam Pelo Menos Duas Vezes ao Ano, Reforçando seu Poder Econômico.

O turismo brasileiro está passando por uma significativa reavaliação, especialmente com o aumento da relevância dos cidadãos com mais de 60 anos. Essa faixa etária, que representa uma parcela crescente da população, tem se mostrado um segmento de mercado promissor para o setor. Recentes levantamentos indicam que 79% dos viajantes acima dos 60 anos realizam, ao menos, duas viagens por ano, com 52% informando que fazem três ou mais. Esses dados indicam uma nova realidade: os idosos estão cada vez mais optando por viajar sozinhos ou em grupos, indicando maior autonomia e disposição para explorar o mundo.

A pesquisa “Turismo 60+: O Brasil que Viaja Depois dos 60” envolveu 1.012 brasileiros e desvendou anseios e preferências desse público. Para 59% dos entrevistados, a viagem ideal é aquela que proporciona liberdade em suas escolhas. Outros aspectos importantes mencionados foram segurança e conforto, tanto físico quanto emocional. Essa liberdade de escolha tem possibilitado que os idosos preencham o que costumava ser períodos de baixa demanda nos estabelecimentos turísticos, otimizando a ocupação de hotéis em temporadas menos concorridas.

Entrevistas com viajantes dessa faixa etária oferecem um panorama das novas dinâmicas de turismo. Sergio Ribeiro Filho, aposentado de 69 anos, narra sua experiência de viajar de carro por mais de 17 mil quilômetros, destacando a busca por aventuras e a capacidade de planejar roteiros de forma independente. Genilda Gomes, de 73 anos, também relata como a liberdade recém-adquirida após a perda de responsabilidades familiares a lançou em diversas viagens, incluindo destinos na Europa e Brasil, sempre em busca de experiências que fogem do cotidiano.

Apesar dessa crescente participação dos mais velhos no mercado turístico, as adaptações nos serviços ainda são limitadas. Segundo pesquisas, 74% desse público sente que as ofertas de turismo não são adequadas às suas necessidades. Embora muitos dos viajantes tenham se familiarizado com a tecnologia — 64% usam aplicativos para pesquisa e 25% já testaram ferramentas de inteligência artificial —, a preferência por atendimento humano é notável. Com isso, as empresas do setor precisam urgentemente repensar suas abordagens e serviços, garantindo um acolhimento mais qualificado e experiências que realmente dialoguem com as expectativas desse novo perfil de turista.

O envelhecimento da população brasileira, que, projetado até 2050, pode fazer do país o sexto mais velho do mundo, revela a urgência da adaptação do setor turístico. É imprescindível que as ofertas sejam não apenas variadas, mas também adequadas ao ritmo e às necessidades desse público que busca, cada vez mais, não apenas viajar, mas viver experiências que ampliem seus horizontes.

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