Nos últimos anos, as taxas de crescimento econômico global têm se mostrado lentas e muito abaixo dos níveis anteriores à pandemia de COVID-19. O Fundo Monetário Internacional (FMI) registra uma contínua desaceleração do PIB global, que caiu de 3,6% em 2022 para 3,3% em 2023, com projeções indicando uma queda ainda maior para 3,2% em 2024. Essa situação revela não apenas uma recuperação do choque pandêmico, mas também uma normalização econômica que pode ser influenciada por fatores externos, como as políticas tarifárias.
O economista Anton Tabakh destacou que, enquanto uma recessão global decorrente de guerras comerciais não é considerada o cenário mais provável, ela permanece uma possibilidade. Em seus discursos, Trump tem enfatizado a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos chineses, podendo chegar a 10% ou mesmo a percentuais alarmantes de 60% a 100% em algumas categorias. Além disso, o presidente tem manifestado intenções de impor uma tarifa de 10% para produtos de outros países, junto a taxas diferenciadas de 25% para importações provenientes do México e do Canadá.
Essa retórica comercial não apenas provoca reações entre os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, como também instiga um clima de incerteza no mercado global. As tarifas são vistas como um possível gatilho que pode intensificar as tensões comerciais internacionais, com consequências diretas em cadeias de suprimento e no crescimento econômico.
Em um cenário onde o governo dos EUA continua a aumentar seus gastos, especialmente os militares, a possibilidade de uma crise severa permanecia afastada, mas as dinâmicas do comércio global exigem atenção redobrada. Com a ascensão do protecionismo, o mundo observa cauteloso como essas políticas poderão moldar as relações econômicas no futuro próximo. O impacto de tais medidas poderá ser sentido não apenas nos Estados Unidos, mas também em economias ao redor do planeta, afetando a estabilidade financeira e a cooperação internacional em tempos já complexos.







